entenda como a moda destrói a sua autoimagem

2.1.20





oi, galerê! 
feliz ano novooooo!
arrasem com tudo nesse 2020!


10 dicas poderosas para aumentar a autoestima
pow pow pow!

estive aqui pensando muito antes de escrever esse post. ele mesmo saiu a conta-gotas. porque o assunto é difícil de falar: AUTOIMAGEM e AUTOESTIMA. porque um é o pé do outro.

vou falar aqui dos fatos que são a realidade do mercado de moda que ninguém fala. contra fatos, não há argumentos. pense nisso a partir desse momento da leitura.


Por que nenhuma peça me serve na loja?

porque o mercado de moda brasileiro se baseia em um sistema métrico falido. em 1968, a ISO, entidade que coordena padronizações, determinou que as medidas de roupas deveriam ser proporcionais aos biótipos de cada país. assim, cada lugar usa uma fórmula. no Brasil, foram encontrados 19 biotipos diferentes. eles não conseguiram criar uma escala em nível industrial, então, para dar um miguézão, eles criaram a graduação regular de roupas femininas (38-48).

atualmente, o número da calça feminina é a metade do comprimento do quadril subtraída de oito. mas não existe padronização em toda a indústria. na média, o mundo engordou, mas a numeração se mantém. além disso, as fábricas aumentam e diminuem aleatoriamente a modelagem, por isso é comum o tamanho variar conforme a marca.

o objetivo é vender peças e não deixar as clientes bonitas.


marketing na jogada

além disso, as empresas fazem o tamanho das peças menor para que as mulheres se sintam psicologicamente e inconsciente melhor ao vestir uma peça menor da que costumam vestir e se fidelizem àquela marca. muitas, como as fast-fashion da vida, não querem aumentar ou diminuir a graduação de tamanho das suas peças porque isso afasta novas clientes.
as mulheres não querem comprar peças de uma marca que ofereça tamanhos plus size ou petite porque as outras pessoas podem pensar que elas usam esses tamanho que, nada mais são, que outras graduações que a regular (38-48). 

nisso, o body positive se mostra irreal em nossa realidade. porque enquanto eu vejo muitas mulheres postando fotos de lingerie dizendo que amam seu corpo, eu vejo essas mesmas mulheres não encontrando peças nas araras das lojas. 
é muito mais fácil nos amar apenas de lingerie em casa, no quarto, que ter dificuldade de se ver representada nas marcas e nas lojas.


as marcas também encaram o mote de uma maneira mentirosa e modinha. elas postam em suas redes sociais fotos em que exibem modelos mais ou menos fora do padrão, mas não oferecem essas peças em seus estabelecimentos. a C&A é mestra em lançar campanhas plus size e peças semi-grandes em três ou quatro lojas, apenas em SP. moda petite, como a graduação que eu uso, nem se fala. é um horror. o tamanho 36 da Renner, por exemplo, nem de longe me cabe. ele é, na verdade, 38 quase 40.

o nicho de produtos voltados para pessoas acima do peso e obesas representa apenas 5% do varejo de moda no Brasil. APENAS. o nicho petite quase nem existe, não se encontram nem números de mercado para representar.


e, por fim, ainda temos aquelas marcas que dizem oficialmente que não tem interesse em oferecer outros tamanhos como a famigerada FARM ou a Victoria's Secrets, que está perdendo a guerra e nem o desfile de angels mais vai fazer (amém!).

medidas erradas para tamanhos inexistentes

outro problema que existe é a graduação dos tamanho feitas pelas fábricas. eles criam o primeiro tamanho e para aumentar o molde, que é usado para a costura das peças maiores, há um aumento de alguns centímetros para os lados, para cima e para baixo. isso significa que o raciocínio não envolve o biotipo particular que envolve seios, cintura, quadril e pernas maiores ou menores.

todos esse aspectos em que as nossas roupas são feitas mostram que nenhum tamanho serve em ninguém. é totalmente normal que 80% das mulheres vão a lojas provarem roupas e elas não servirem em, pelo menos, 70% dos corpos.

outro problema é a modelagem aqui do Brasil, não é para a estrutura nem o biotipo das brasileiras. por exemplo, o cofre da bunda que aparece em muitas calças, mesmo sem precisar abaixar ou sentar. o molde das calças que são vendidas aqui tem o europeu de modelagem, que não tem o quadril largo. então, quando a brasileira veste, ele estica e baixa a cintura e mostra o cofre.

as camisetas são feitas em uma modelagem também europeia que é composta por modelos com seios e o tórax pequenos. então, quando a brasileira coloca aquela peça, ela repuxa na axila e no pescoço.


conselhos que irão ajudá-lo a se amar mais
tudo errado


falta de empatia

aliado a isso tudo, nós temos uma massa de vendedores de loja destreinados e totalmente alheios à qualquer tipo de empatia. eles são, em sua maioria (experiência própria) mal-educados, pedantes e desagradáveis. parece até que esse é o comportamento esperado por eles.

é muito comum eu ir a uma loja e pedir tal peça, tamanho PP, e a vendedora olhar pra mim de cima abaixo e dizer um sonoro "ISSO NÃO VAI SERVIR EM VOCÊ" ou "NÃO VAI CABER" ou "VOCÊ É MUITO PEQUENA, NEM O P TE SERVE" ou "MAS VOCÊ TEM QUE USAR ROUPA DE CRIANÇA COM O SEU TAMANHO". isso é tão péssimo para a autoestima que eu faço duas coisas: a mando a merda ou nem entro na loja. em dias mais sensíveis, me dá vontade de chorar.


Como trabalhar a autoconfiança?
cadê?


pense nisso

então, quando você está no provador ou na arara, provando uma pilha de roupas que não cabem em você: O ERRO NÃO É VOCÊ, É A PILHA DE ROUPAS
pode ter certeza.

é necessário que nós mudemos radicalmente a nossa cabeça em relação a moda. temos que ter consciência desses movimentos de mercado para que araras e provadores não nos maltratem mais.


dicas infalíveis para o amor-próprio
por favor


toda (eu digo TODA) peça de roupa que você compra, você DEVE levar a uma costureira para ela fazer os consertos necessários para o seu biotipo e a sua estrutura. lembre-se que numa graduação idiota, nada vai te servir. é necessário que hajam consertos. é mais chatinho porque envolve dinheiro e tempo, mas é a realidade que o mercado não fala.


Como fazer para aprender a se amar?
costureiras são gente boa!

eu falei já algumas vezes sobre autoestima. aqui sobre o ideal do corpo feminino ao longo dos anos e aqui sobre uma campanha da Dove sobre valores de autoestima que as crianças aprendem conosco.
que acha? faz sentido pra você? 
me conta as suas experiências que já teve com esse tipo de problema.

eu fiz o #resumodaDeia em vídeo:




MUAK!


O que fazer para aprender a se amar?







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2 comentários

  1. Chocadaaa com tanta manipulação da indústria.
    Por essa e outras, mas principalmente para evitar esse tipo de vendedora, só compro online...

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    Respostas
    1. essa é realmente uma ótima alternativa porque o mercado tem tendência em buscar nichos. dessa maneira você compra em lojas que realmente se aproximam do seu gosto e ajuda pequenos empreendedores. melhor que grandes indústrias.
      :-)

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